Vídeo-entrevista com palestrantes do PixelShow
Abr 11th
Os alunos do curso de comunicação digital da unisinos entrevistaram alguns dos palestrantes do Pixelshow e perguntaram pra eles dicas para quem quer ingressar na área, confira o que eles disseram:
Entrevista com o palestrante Pulpo.
Entrevista com o palestrante Diego Maia.
Entrevista com o palestrante Jorge Restrepo.
Entrevista com o palestrante Marcelo Baldin.
Entrevista com a palestrante Catarina Gushiken.
Catarina Gushiken
Abr 11th
Primeiros Passos
Escola Técnica de Desenho Industrial
Primeiro trabalho: Show Biz, aos 16 anos. – Trabalho essencialmente técnico, gráfico.
“Sempre gostei muito de moda. Não só na questão da roupa, mas da imagem”.
Cavalera:
Começou como estagiária, desenvolvendo roupas.
Assumiu o cargo de coordenadora de estilo – entre as equipes de design, criadores das artes e os estilistas. Aprendeu sobre seleção, construção .
Faculdade:
Engenharia + modelagem. Faculdade de Moda, contrariando as expectativas.
“Minha idéia não era só usar a ilustração como estampa, mas como identidade das roupas”
O trabalho de TCC é muito importante, pois é a primeira vez em que você produzirá um material autoral, delineando as características da sua identidade.
Foi com ele que decidi montar meu estúdio (TCC).
Trabalhos:
Brastemp – camiseta para os formadores de opinião (puro merchandising).
Dalutex – desenvolvimento de tecidos. Aplicação de tecido sobre os desenhos maximizados em seda.
Pitty – Vídeo e arte de capa.
Artistas com descendência oriental foram convidados para trabalhar na exposição do Sesc Santana, como comemoração dos 100 anos de imigração japonesa.
Painel C&A – Maior visibilidade na carreira. Live painting durante a SPFW na rampa de acesso na bienal. “Por questões de contrato, eu tinha que terminar” – Trabalho que fez maior diferença no meu portfólio. Ampliar a questão do suporte. 3D na roupa.
Suportes diferentes: Objetos de homeware (ilustração aplicada em acrílico). Espelhos, armários, móveis antigos repaginados com as ilustrações.
Aulas de Ilustração:
Alunos com problemas de inserção no mercado (extenso interesse em estamparia); divulgação de ilustradores através da roupa.
Urussai:
Zupi (parceria) – Primeira apresentação: Pixel Show de SP, em 2008. Vídeo do live painting.
Referências
Suehiro Maruo
Takashi Murakami
Junko Mizuno
Parte importante: divulgação de artistas. “Pra gente é muito importante que a pessoa compre a roupa e saiba quem fez a arte”.
Artistas convidados pela Urussai para produzir estampas exclusivas: Yusk Mai, Shiko e Priscila Gurski.
Público Alvo: Jovens de 15 a 25 anos. Estratégias comerciais: Conhecer os concorrentes – Canais de Venda.
Rigorosidade na área de estamparia: Qualidade indispensável devido ao apelo artístico.
Making Of: Música de importância primária (guia sonoro).
“Acredite em suas referências pessoais”
“Pra mim desenho é ritmo. Por isso tudo se movimenta… Não gosto de imagens estáticas”.
Seu desenho é visceral: estudo de anatomia.
Perguntas:
Qual é o critério de avaliação para a escolha das estampas da Urussai?
Identidade; hiperrealismo; “se vejo que aquela linguagem traz algo diferente, eu invisto: INOVAÇÃO”.
“Evoluir. Se preocupar com estudo, em constante renovação. Estudar técnica, para conversar e falar em outros níveis com os profissionais”.
Contato:
www.urussai.com.br
colabore@urussai.com.br
Mais fotos do PixelShow
Abr 11th
Mais uma compilação de alguma fotos para que você que ainda não veio conferir não perca tempo e corra já pra cá aproveitar o ultimo dia desse grande evento. (Fotos by Tiago Lopes)
Fotos do Pixinvader na torre da usina
Abr 11th
Após o grande sucesso na parte interna da Usina do gasômetro o #PixInvader, evento realizado pelos alunos curso de comunicação digital da unisinos, invadiu o lado de fora e grafitou a torre da usina. Para quem perdeu o evento de ontem, ainda há tempo para conferir no dia de hoje, no andar térreo da usina. Não perca a chance de curtir mais essa iniciativa do curso de Comunicação Digital.
Abaixo algumas fotos do evento:
Mesa Redonda
Abr 10th
Pareceres genéricos e aleatórios dos palestrantes sobre diferentes temas de interesse (as palavras expressas aqui talvez não correspondam, com extrema exatidão, às dos palestrantes)
Pulpo, Marcelo Ferla, Marcelo Baldin, Diego, Gustavo.
Todo mundo acaba trabalhando com a mesma área (onde os trabalhos convergem inevitavelmente), mas até que ponto uma especialidade pode interferir na outra?
Marcelo – Aspecto de interferência: Se você fizer um trabalho bem feito e eficiente, não vai atrapalhar o trabalho do outro. Cada um precisa fazer a sua parte.
Santa – Saio do áudio e entro na arte gráfica, tem um software que converge todo mundo: o Photoshop (a melhor fonte de envolvimento entre artistas)
Eu penso muito nisso, em como faço para gerenciar essas atividades todas, como faço para diferenciar música, rádio, trabalho autoral (atelier). As pessoas pensam que existe diferenciação LADO B e LADO A, mas prefiro pensar em uma coisa como um cubo mágico, que tem seis lados e podemos envolvê-los, juntá-los. Mixar atividades, fazer com que meu trabalho de artista possa se adequar ao meu trabalho de design e isso pode abrir muitas portas.
Prefiro saber gerenciar um conceito a dominar um software (como executá-lo milimetricamente).
Santa – Elo – Ponte – Da mesma maneira que ligando trabalho de arte e trabalho para publicidade ou cinema… Essa curiosidade de mixagem pode nos levar a um trabalho criativo. Um software pode ser a transição entre áreas, se usado para o bem.
Eu queria que cada um de vocês falasse da experiência de vocês como estudantes, até que ponto você aprende a fazer seu trabalho, até que ponto o trabalho envolve outras pessoas.
Soma, Baldin, Pulpo.
Um médico, um acadêmico, estuda durante quatro anos pelo menos 5 horas por dia. Com o 3D você precisa dedicar-se integralmente, quanto mais tempo melhor. A universidade vive dentro da minha casa.
Santa – Aprender sozinho ou aprender em uma instituição? Acho que mesmo em uma instituição a gente aprende sozinho, lá nos fazemos nosso próprio conhecimento. Hoje em dia informação é commodity. Usa o professor para dizer o lugar onde se informar, a instituição é apenas o meio. Tive aula de tipografia, é muito legal. A instituição é o caminho para se tornar autodidata.
Marcelo – Há dez anos colocavam professores que não tinham nada a ver ensinando. Falta de estrutura. Só melhoraram depois de 5 anos e eu já estava inserido no mercado de trabalho. No meu caso, por exemplo, nem existe ainda uma faculdade de sound design no Brasil, e nem acho que vai ter. Faculdade = Conceitual. Na hora do vamos ver, precisamos de PRÁTICA. Universidade é basicamente teoria. Informação, referência e aprender a aplicação de seus conhecimentos no dia a dia. Prefiro continuar trabalhando e estudando o tempo todo para me aperfeiçoar no meu próprio ramo.
Autoral: Sobre a formação – estudei duas vezes na UFRGS (Publicidade e Instituto de Artes), são dois cursos sem a menor estrutura, sem preparo. Sempre quando o professor, que sempre é um cara genioso… Encontrar professores que vão te exigir, que vão te incomodar, e querer ser incomodado por eles. Se ele te manda fazer tudo, isso é bom. Eu, por exemplo, pressiono mais meus alunos que sei que têm capacidade. Escassez de reflexão, eu, pelo menos, tento olhar mais coisas para as coisas que escolhi olhar. Se posso passar alguma coisa, da maneira que eu penso, tentando escolher um pouco mais para as coisas que eu olho, não só no âmbito técnico. Insistir como aquilo foi conceitualmente produzido. As coisas têm uma razão de ser e eu acho que isso é muito importante de se pensar.
Marcelo – Trabalhos que eu vejo que têm mais sucesso são os que têm mais conceito. Se ele for especificamente técnico, as pessoas esquecem rápido. O conceito fica gravado na mente das pessoas. Conceito versus técnica.
Eu desconfio: quando é bonito demais, tem problema. Ainda não assisti Avatar.
Eu falo muito sobre overdose de informação (Santa). Certas pessoas se apropriam de notícias para repostá-las e isso é uma chatice. Tu tinha um certo poder na comunidade entre teus amigos por possuir bens únicos. Hoje em dia a informação tornou-se uma coisa meio ridícula, porque as pessoas só repassam a informação, não param para vê-la realmente. Os jovens não têm esse respeito pela informação, eles simplesmente lambem, não querem mastigar.
Acho que o maior problema de quem tá começando é a ansiedade. As pessoas exigem muito da percepção. É um sentimento, não é um software. Arte é uma coisa mais complicada, uma coisa que leva tempo. Se você tá estudando arte, sai um pouco da frente da tela do computador, vai fazer coisas práticas, colagens, adquirir experiência. Conselho. Na verdade o fim da linha não existe, você sempre acaba querendo mais.
A gente tem, ao mesmo tempo, uma facilidade inédita na história da humanidade e uma falta de aprofundamento muito grande.
Nova Mudança no Cronograma do Pixel Show
Abr 10th
10:50 – Catarina Gushiken
12:00 – Jorge Restrepo
13:00 – Intervalo
15:00 – Abduzeedo
16:10 – Rafael Grampá
18:00 – Mediador 2 – Xande (revista Vista), Catarina Gushiken, Rafael Grampá, Abduzeedo.
Santa
Abr 10th
Iniciamos a palestra com uma breve falha sonora que, após incômodos minutos, foi sanada com eficiência, dando procedência e continuidade ao destrinchamento operacional da Santa. Com a superficialidade característica da demanda restrita de tempo, conhecemos o processo pelo qual a empresa é selecionada e a progressão gradual do pitching (agência, roteiro, análise, resposta, orçamento, tempo e referências pertinentes), a importância do relacionamento direto e constante entre cliente e agência durante o curso do desenvolvimento técnico e conceitual e, principalmente, no âmbito criativo.
O calor do ambiente foi temporariamente esquecido assim que os vídeos de exemplificação visual começaram a ser exibidos: o óbvio interesse da parca maioria de expectadores converge, inevitavelmente, de demonstrações práticas, palatáveis à explicações concretas, midiáticas, em relação ao trabalho em questão. Criatividade latente, expressão visual definida, manobras direcionadas ao entretenimento. Com novidades no ramo dos jogos brasileiros, a empresa surpreendeu ao apresentar o projeto Moment Game, que será lançado em breve.
Acesse também:
greyscalegorilla.com
momentgame.com
Briefing do portfólio:
Acesso MTV
PFW
RockGame
Moment Game
Aldeia Digital
Abr 10th
Proliferação abundante de artistas e pessoas talentosas. O espectro geral está permeado por intervencões artistísticas e muita, muita novidade estética. Tecnologia que interage do conteúdo ao objeto, das conversações informais às palestras aplicadas. Quebramos paradigmas pelo introsamento entre público e palestrantes.
Espaco cultural, tecnológico e criativo que não pode ser perdido.